Não posso negar, a música me trouxe até ti
Fiquei tão curioso viajei de longe pra me banhar ai
Arrepiei no alto da pedra, era hora do mergulho
Tomei coragem pulei! Frio na barriga, aquilo tudo
Águas frias, calafrio, dei algumas braçadas subi
Encorajei meu irmão, por que valia muito a pena
Ficou temido de ser levado, sem nadar na cachoeira
Pulamos juntos, loucurada! Novamente na água gelada
Tua vista fabulosa uma energia gigante ao chegar à caverna
Atolando os pés no lodo, todos desciam atrás da queda
Muito alto várias pedras, outra atmosfera
Embalamos até o meio sol pra depois subir a enorme trilha
O almoço dos nativos chegava arregado de comida
De churrasco no Buffet, só uns galetos e um salsichão
Comemorar meu aniversário lá não seria ruim não
À tarde nos banhamos nas cascatas mais razas
Dávamos pé, por cima das cabeças caiam muita água
O barulho e peso pareciam de pedras macias
Mas era tão bom ficar embaixo, externava gritos de adrenalina
Teu desenho é original esculpido passo a passo
Sra. água, Sr. vento fizeram um bom trabalho no teu espaço
Em meio à mata voltamos no areão, só nós a pé
Em meio às arvores no fim de tarde, sinais de macacos, chipanzés?
Aranhas gigantes no caminho, barulho forte de passarinhos
O senhor olhou por nós, não agüentavam mais caminhar
Subindo lombas intermináveis a fim de na rodoviária chegar
Um carro para no alto do morro, será que furou o pneu?
-Gurizada, querem uma carona? Acreditei mais ainda em Deus
Um carro lotado, uma família dentro, nós atrás num porta-malas aberto
Não sei do que dávamos tanta risada, a barriga doía no trajeto
Os filhos pequenos do motorista dormindo e nós ali, rindo alto
Esmagamos, com o pescoço torto, pedíamos a nós mesmo silêncio
Aquelas crises de riso, despertadas pela música vinda de dentro.
Estilo faroeste ou iaiaô! Chegávamos ao centro da cidade
-Valeu pela carona senhor!
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