domingo, 12 de dezembro de 2010

O Covarde


O BOM HUMOR TE SALVA
O BOM O HUMOR ME SALTA
TIRE DO PEITO LEMBRANÇAS RUINS
COMO A INVEJA DAQUELE MOÇO AINDA ONTEM
DISTORCENDO A PROPRIA PERSONALIDADE
PARA SE ALIMENTAR DE APARENCIAS
QUE MESQUINHARIA VOCE COLHE ASSIM?
TEM DUAS, TRES, QUATRO FACES
DIFICIL É SER ÚNICO SER VOCE VERDADEIRO?
EQUIPA-SE DE EXPRESSOES PRA CONDIZER COM O QUE VOCE DIZ
PELAS COSTAS DE QUEM DIZ ADMIRAR
VOU EMBORA E É SÓ CRITICA ADMIRAÇÃO SE DISSOLVE
COMO AÇUCAR NUM COPO D´AGUA DURANTE A NOVELA DAS 9
POBRE HIPOCRESIA, ATITUDE QUE DEIXA MAIS POBRE SUA VIDA
LEMBRAREI DAQUI UNS ANOS E TALVEZ SIRVA PRA MIM
COMO MAU EXEMPLO, UM JURAMENTO FEITO DENTRO DE UM JARDIM
QUE TEM COMO BASE AGRADECER TODO SANTO DIA
APROXIMANDO AS BORBOLETAS PARA  UMA FELICIDADE QUE CONTAGIA
E SAEM VIVAS E AINDA MAIS CONFIANTES POIS RENOVADAS
PODEM JÁ SER VISTAS MAIS BRILHANTES, DOIS LIRIOS E UM GIRASSOL
A FÉ DE UM PESCADOR MIRA A LONGE APÓS O PRIMEIRO RAIO DE SOL, PENSE BEM
A OBRA HUMANA DEVE SER TÃO LINDA MESMO SENDO SOFRIDA
É LINDA, É SEMPRE MELHOR AINDA QUANDO A GENTE SE DA CONTA
QUE A LIBERDADE CRIATIVA SALVOU O MUNDO DAS FORTES ONDAS
MUITOS SÃO OS QUE SE DEIXAM ARRASTAR POIS ESQUECERAM SUA FORÇA
ACUMULADA EM ATIVIDADES ERRADAS, ACOMPANHADAS POR PALAVRAS SOLTAS
FORÇA AI! CONSEGUE LOCALIZAR? ESTÃO NO QUE VOCE FAZ, O QUE PENSA REALIZAR?
TALVEZ SE SONHASSE MAIS, ACREDITASSE, NÃO AGIRIA COMO UM
MENININHO FRAGIL OU MELHOR, UM COVARDE.

Livre-se Gafanhoto


Vida e gloria na memória curta
De um gafanhoto que aguarda libertar-se de um ambiente transparente
Meio circular, segurado por dedos, já não tem mais ar
Pra respirar guarda no seu corpo um pouco de esperança
Até que um olho bondoso o salve de dentro do copo
Ali dentro é tão sofrido contará para os gafanhotos-filhos
Um pouco de sofrimento que trouxe sabedoria
Não se fica perto de humanos, muito menos de copos
Num belo dia você menos espera e é rodeado
Por dedos malvados, humanos safados
Crianças travessas, mal sabem o porque da diversão
Prenderam-me num copo chamaram os amigos pra me ver
São tão maluquinhos me acharam sozinho
Pra tentar me matar mas eu estou bem forte
Gafanhoto do norte recheado de sorte
O azar me pegou, só tem ar ali fora
-Me tirem daqui! Comecei a pular
de um lado pro outro, pro copo quebrar
já estou num sufoco, mas o que eu fiz moço?
sou gafanhoto do bem, não pico, não mordo
não faço o mel que te engorda, engordou teu filho
tinhoso menino que me tira o ar, injustiça!
Se daqui eu sair o jardim inteiro vai saber
As abelhas virão, ele fez por merecer
Aqui tem açúcar daqui posso ver
As formigas vão gostar da boa noticia
Aranhas assustarão, criarão teias bonitas
Podem ser varridas, mas correrão os riscos
Nada pega o preço da sua mulher dando um belo grito
E fico pensando, botou  no mundo família de humanos
Mas se não respeita a nós, também não os respeitamos.


Ilhas Kiser


Não sei como se sentem bem falando de angustia
De problema, de ou usa ou não usa
Quem interfere em meu discurso saliente
Pode muito bem rir enquanto Deus cuida da gente
Faz Sentido mais uma noite com música no ouvido
Pra alimentar e resgatar a busca da paz
Que paz? O que é paz? Lembra calmaria, vive noite e dia no peito
Do sábio homem que luta pra poder comer e saciar a sua sede
Quem se importa com ele além de um atencioso anjo?
Perseguido por tentações, amargurado pela mudança de planos
Formou grande legião após a chegada do exército armado de malicia
Orgulhando-os com seu novo ponto de vista, atingiu nosso mundo
Queria desenvolver uma ideologia com conteúdo explorador
Fez da moeda substituição de status e dor .
Aquele carpinteiro ancião tinha ouvido falar e capotou ao sentir-se isolado
Pois observava a nova era e tudo tinha realmente mudado
Enforcado em seu passado sofreu como um mago feiticeiro conhecido
Mal entendiam as suas palavras da ultima vez que foi visto
Diziam que ele havia encontrado o berço da loucura e lá se sentiu confortado
pois a fuga da consciência fez do seu caminho um mundo encantado
sem labirintos, sem novos personagens ele sentia-se preparado
A enfrentar qualquer desafio, de vez em quando passavam flash backs
da sua viagem com a esposa no navio ilhado em 1786 na Ilha Kiser
perto do novo México  a quilômetros avistaram as Ilhas Virgens
como poderia ser diferente se mais ou menos um ano atrás viu se criar
uma sociedade  que de tão longe  já não se pôde confiar,  pra onde olhar
pra contemplar o belo? Será que é certo continuar levando flores ao cemitério?
Oh! Como eu quero! Minha linda mulher passando longe desses cogumelos
Fez diferente,  tirou o sorriso do teu rosto não esta mais contente
Sinceramente, quem é que entende realmente a vida da gente?


Dois Irmãos


Não posso negar, a música me trouxe até ti
Fiquei tão curioso viajei de longe pra me banhar ai
Arrepiei no alto da pedra, era hora do mergulho
Tomei coragem pulei! Frio na barriga, aquilo tudo
Águas frias, calafrio, dei algumas braçadas subi
Encorajei meu irmão, por que valia muito a pena
Ficou temido de ser levado, sem nadar na cachoeira
Pulamos juntos, loucurada! Novamente na água gelada
Tua vista fabulosa uma energia gigante ao chegar à caverna
Atolando os pés no lodo, todos desciam atrás da queda
Muito alto várias pedras, outra atmosfera
Embalamos até o meio sol pra depois subir a enorme trilha
O almoço dos nativos chegava arregado de comida
De churrasco no Buffet, só uns galetos e um salsichão
Comemorar meu aniversário lá não seria ruim não
À tarde nos banhamos nas cascatas mais razas
Dávamos pé, por cima das cabeças caiam muita água
O barulho e peso pareciam de pedras macias
Mas era tão bom ficar embaixo, externava gritos de adrenalina
Teu desenho é original esculpido passo a passo
Sra. água, Sr. vento fizeram um bom trabalho no teu espaço
Em meio à mata voltamos no areão, só nós a pé
Em meio às arvores no fim de tarde, sinais de macacos, chipanzés?
Aranhas gigantes no caminho, barulho forte de passarinhos
O senhor olhou por nós, não agüentavam mais caminhar
Subindo lombas intermináveis a fim de na rodoviária chegar
Um carro para no alto do morro, será que furou o pneu?
-Gurizada, querem uma carona? Acreditei mais ainda em Deus
Um carro lotado, uma família dentro, nós atrás num porta-malas aberto
Não sei do que dávamos tanta risada, a barriga doía no trajeto
Os filhos pequenos do motorista dormindo e nós ali, rindo alto
Esmagamos, com o pescoço torto, pedíamos a nós mesmo silêncio
Aquelas crises de riso, despertadas pela música vinda de dentro.
Estilo faroeste ou iaiaô! Chegávamos ao centro da cidade
-Valeu pela carona senhor!

Divindade

Todos somos deuses
Deuses do próprio espírito
Deuses do seu corpo físico
Uns da mentira outros da verdade
Deuses da beleza símbolos da vaidade
Deuses índios, negros e brancos
Loucos, mágicos, pecadores e santos
Deuses da música e do silêncio
Deuses em redes, nas camas e no berço
Deuses bêbados, chapados e sóbrios
Deuses da criatividade e monótonos
Deuses da interpretação e do convencimento
Movidos pela emoção e abençoados pelo talento
Deuses baixos, médios e altos
Deuses de bota, tênis ou de pés descalços
Deuses banguelas mestres do seu espírito
E de sorrisos encantáveis a beira do precipício
Deuses da alegria contemplados pela boemia
Firmados dentro de si transbordando sabedoria
Deuses amigos e deuses perdidos no veneno mental
Não vêem que a raça humana é uma só, todo mundo é igual
Todos deuses buscando a felicidade e o bem estar
Um bem comum em todo o mundo, à prova pra gente se conscientizar
Há muito tempo que se fala de igualdade mas na verdade os povos resistem
Na sua singularidade encorajando a sociedade sobre culturas medíocres.

Calados


Malditos os que atraem os maus pensamentos e dele se alimentam
Não creio que desperdiçam talento que escorre aos quatro ventos
Pára-quedas do pensamento  gorjeia esse momento
Fica a sobra do sentimento que tememos lá por vir
Em mais de uma década capaz de estarmos ai
E a estratégia é a tragédia acompanhada por Davi
Em sua obra contestada, pela lei da gravidade cair
Felicidade comparada à esquizofrenia desligada a real identidade da maioria
Um sistema que te cala ao invés de te ouvir
É um sistema sem futuro pronto para sucumbir e aderir a qualquer escolha
Nos sentimos tão oprimidos talvez vivemos dentro de uma bolha
Esmagados uns aos outros perdendo-nos na intolerância
Fragmentos na natureza potenciais de inteligência
Usamos pouca capacidade firmamos raiz na inconseqüência
Focaremos cada vez mais no próprio bem estar já esquecemos do meio ambiente
Quem irá nos salvar? Vivemos num mundo de poluição ninguém mais entende
Só enxergam a contramão é tão normal e tão passivo
Que cagam na sua cabeça e você olha pra baixo, pro seu umbigo
Ninguém luta por direitos que medo é esse? É da injustiça é da maldade?
Sinceramente levo sorriso nos dentes quando falo com orgulho da verdade
Da minha família e talvez da inocência, ingenuidade das crianças
Da pureza que nos faz amar e traz pra perto fé e esperança
Perseverança nos prova que vale a pena lutar passar horas aperfeiçoando o bem estar
E quem gostar irá admirar e quem sabe até te elogiar mas não espere e sim persevere
Pois quem acredita se da bem na vida, não espere dos outros pode ter muito pouco
Deixa toda ilusão de lado, viva de verdade, não fique calado e sempre perdoe
Ficará amargurado se guardar qualquer rancor, sua pele envelhecerá muito rápido sem amor
Não se estrague demais, namore bastante, se vire como e pode siga adiante.

A Praia


Se a praia pudesse me contar ali mesmo tudo que já viu
Seus sentimentos mais fortes, o primeiro navio
A sensação da criança molhando os pés no seu começo
Tantos castelos na areia derrubados trazidos mar adentro
Praia, sempre foste tão acolhedora, tão amiga e endeusada
Quantos momentos bons banhados na tua água
Tua fortaleza imensa me ensinou o respeito à natureza
Teus banhos de mar me fizeram esquecer todos problemas
Anseio a cada ano tocar os pés descalços em ti
O barulho das ondas... é sempre inspirador estar ai
Tanto amei, me diverti, corri, banhos de chuva, surfei deitado, tentei de pé
Mesmo onda pequena quase na beira, jacaré!
Com a família, com os amigos na sombra comendo petiscos
No glorioso nascer do sol, idas à noite e madrugados correndo riscos
As fugas pra ver o astro rei nascer, surgindo no mar, fazendo espetáculo
Com música natural talvez com um violão pra ficar apaixonado
É tanta gratidão, poderia escreveu uma melodia que ajudasse
A expressar meu sentimento toda vez que a beleza do teu lugar me chamasse.